Rede Unida, 11º Congresso Internacional da Rede Unida


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QUEM SÃO AS MULHERES QUE ADEREM AS ATIVIDADES DO DIA ROSA EM UMA CIDADE DO PARANÁ?
Lilian Maria Pinheiro dos Santos, Ana Ribeiro, Claudia Stadler, Dayane Bobato, Flavia Marins, Winnie Olinek, Rosiléa Clara Werner

Resumo


Introdução A Universidade Estadual de Ponta Grossa, em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve o programa Pet-Vigilância em Saúde, que envolve acadêmicos, professores, profissionais das unidades de saúde e seus usuários. Com o propósito de capacitar novos profissionais para o SUS, e de melhorar os serviços oferecidos no município. Uma das prioridades do programa é ampliar o atendimento para prevenção do câncer cervico uterino e de mamas. Objetivos: Caracterizar as mulheres que participaram do evento promovido pelo PET-Vigilância (UEPG) alusivo ao Outubro Rosa em uma Unidade Saúde da Família (USF) da cidade de Ponta Grossa, PR. Métodos: O “Dia Rosa” foi promovido pelos acadêmicos do PET Vigilância em Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Aconteceu em um sábado, das 7:30 as 17:00 horas, em uma Unidade de Saúde da Família de um bairro periférico da cidade. As ações desenvolvidas foram: exames preventivos de colo de útero, encaminhamento para a realização de mamografia, orientação sobre autoexame das mamas, saúde bucal, autoestima, exame do colo do útero, planejamento familiar e atividade física. Como parte da atividade foi realizada uma pesquisa exploratória, com as mulheres que aderiram as atividade do dia Rosa na USF. Para captar as informações foi aplicado um formulário que foi respondido por 81 mulheres. As participantes foram orientadas sobre a pesquisa e assinaram o termo de consentimento livre esclarecido. Resultados e conclusões: das 81 participantes, 54,32% (44) tinham entre 20 e 49 anos de idade, 40,74% das pacientes tem 50 anos ou mais, e, 2,46% entre 14 a 19 anos. As mulheres participantes têm habito de realizar o preventivo, pois (66,7 %) o realizou nos últimos 3 anos, que é o recomendada para o rastreamento no Brasil. 33,3 % das mulheres realizaram o preventivo há mais de 3 anos, sendo que em 10, 7% delas esse tempo chega a mais de 6 anos, 8,3% nunca havia realizado o exame, mostrando que há necessidade de ações pontuais e estruturadas com atividades de promoção a saúde em horário não habitual de atendimento das unidades de saúde, que atraem e oportunizam o acesso das mulheres aos exames. Verificou-se que o trabalho em equipe e a lógica do PSF, destacando o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde em atividades de busca ativa, foi essencial, pois 60 % das pessoas que participaram do evento souberam através do trabalho das ACS’s.

Palavras-chave


PET Vigilância; Câncer; mulher