Rede Unida, 11º Congresso Internacional da Rede Unida


Tamanho da fonte: 
CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO MASCULINA E DE SUAS PRÁTICAS DE CUIDADO À SAÚDE
Ananda Alexandre Rodrigues, Elisângela Pinafo

Resumo


A saúde masculina ganhou destaque atualmente devido a maior taxa de mortalidade do sexo masculino e em relação às diferenças de práticas de cuidado a saúde entre os sexos. Este estudo teve como objetivo descrever as características socioeconômicas e de práticas de cuidado a saúde da população masculina de 25 a 59 anos em um município de pequeno porte do norte do Paraná em 2011. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo com caráter quantitativo. Foram entrevistados 547 homens residentes no município de estudo. As informações foram tabuladas em planilhas no Excel2007 para o estudo das variáveis. Caracterizando a população masculina, observa-se que a maioria dos homens são da faixa etária adulto jovem (18,8%),casados (62,7%), com até dois filhos (63%), pertencentes à raça branca (70%),com uma renda familiar per capita de um a três salários mínimos (52,3%), ensino médio completo (32,5%). Quanto ao estilo de vida a maioria possui algum tipo de hábito, sendo o cigarro, o álcool ou a combinação dos dois, os mais utilizados. Grande parte não realiza nenhum tipo de atividade física (55,4%), nem lazer (45,9%). A maioria utiliza serviços de urgência e emergência como pronto-socorros (25,6%). Os dados obtidos mostraram resultados pouco satisfatórios quanto à prevenção e promoção à saúde do homem, pois existe pouco interesse por parte destes em procurarem os serviços de saúde para realizarem cuidados com o próprio corpo, bem como, verifica-se uma menor preocupação em manter um estilo de vida saudável que vá de encontro a uma melhor qualidade devida. Torna-se importante a realização de ações e campanhas em saúde, para resgatar a necessidade do cuidado e da prevenção de agravos para a saúde desta população.

Palavras-chave


Masculinidade; saúde do homem; gênero e saúde.

Referências


BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção em Saúde,Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde Brasil 2008: Política Nacional de Atenção Integral àSaúde do Homem. Brasília, agosto de 2008. 46p. Disponível em:http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2008/PT-09-CONS.pdf>. Acessoem 10/02/2011.BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.Saúde Brasil 2007: Uma Análise da Situação de Saúde. Perfil de Mortalidade do Brasileiro. Brasília, 06/11/2008. p.3-17.Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/coletiva_saude_061008.pdf>.Acesso em 02/02/2011.PINHEIRO, T.F.; COUTO, M.T.; NOGUEIRA DA SILVA, G.S. Questões desexualidade masculina na atenção primária à saúde: gênero e medicalização. Interface- Comunicação, Saúde, Educação, v.15, n.38, p.845-58, jul./set. 2011.SCHRAIBER, L. B.; GOMES,R.; COUTO, M. T. Homens e saúde na pauta da saúde Coletiva. Ciência & Saúde Coletiva, Rio dejaneiro, v.10, n.1, p.7-17, jan./mar. 2005.VICTORIA;C. G. et al. Saúde de mães e crianças no Brasil: progressos e desafios. The Lancet. Brasil, v., n., p.32-48,2011.GOMES, R.; NASCIMENTO, E.F.; ARAÚJO, F. C. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que asmulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensinosuperior. Cadernos de Saúde Pública. Riode Janeiro, v.23, n.3, p.565-574, mar. 2007.FIGUEIREDO,W. S. Masculinidades e Cuidado:diversidade e necessidades de saúde dos homens na atenção primária. 2008.295f. Tese (Doutorado em Ciências)- Faculdadede Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo.LAURENTI,R.; JORGE, M. H. P. M.; GOTLIEB, S. L. D. Perfil epidemiológico damorbi-mortalidade masculina. Ciência& Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v.10, n.1, p.35-46. 2005.PINHEIRO, R. S. et al.Gênero, morbidade, acesso e utilização de serviços de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva. Rio dejaneiro, v.7, n.4, p.687-707, 2002.LEITE,D. F. et al. Ainfluência de um programa de educação na saúde do homem. O Mundo da Saúde. São Paulo, v. 34, n. 1, p. 50-56, 2010. SCHRAIBER, L. B. et al. Necessidades de saúde emasculinidades: atenção primária no cuidado aos homens. Cadernos de saúde pública.  Riode Janeiro, v.26, n.5, p.961-970, maio. 2010.GOMES;R. et al. Os homens não vem! Ausência e/ou invisibilidade masculina na atençãoprimária. Ciência & Saúde Coletiva,Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, p. 983-992, 2011.FIGUEIREDO,W. Assistência à saúde dos homens: um desafio para os serviços de atençãoprimária. Ciência & Saúde Coletiva, Riode Janeiro, v.10, n.1, p.105-109, jan/mar. 2005.GONÇALVES,I. R.; PADOVANI, C.; POPIM, R. C. Caracterização epidemiológica e demográficade homens com câncer. Ciência &Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 13, n. 4, p. 1337-1342, jul./ago. 2008.